| Filho do Belém
Conheça a história de um belenense cujo passado está ligado aos avanços do bairro
Data: 2010-06-26
Daqui eu só saio quando morrer”, afirma o aposentado José Carlos Macedo dos Santos, um homem bastante convicto quando o assunto é o local onde nasceu e vive até hoje: o Belém. Para comemorar os 111 anos do bairro, completados em 26 de junho, reserve uma poltrona bem confortável e viaje pelas memórias desse legítimo belenense.
Passeio pelas lembranças
Durante uma caminhada pelo Lgo. São José do Belém, um dos pontos de maior circulação da região, Santos relembra que, na década de 1960, a praça era cercada por fontes luminosas, formando um belo cenário. O bonde que antes circulava por ali e as chácaras que compunham os arredores ainda estão guardados em sua memória. O comércio localizado nas proximidades também reúne histórias interessantes: muitas lojas estão no local há mais de 50 anos.
O espaço onde hoje localiza-se o Banco Bradesco antes era ocupado pelo Cine São José do Belém, inaugurado em 1910. Foi ali que o então garoto teve a primeira oportunidade de assistir filmes na telona, como Paixão de Cristo e Tarzan. O cinema também servia para levar as namoradinhas.
Nascido em uma família católica, a Paróquia São José do Belém foi cenário da sua primeira comunhão e, anos mais tarde, de seu casamento.
É só atravessar a rua e já é possível se deparar com o Colégio Amadeu Amaral, um marco histórico do Belém e da infância e adolescência de Santos. Centenária, a escola data de 1909 e ele foi um de seus estudantes: quando o nome da instituição ainda era “Grupo Escolar Amadeu Amaral”.
Outros tempos
À primeira vista, o Belém atual mantém a calmaria da infância de Santos. Mas a crescente verticalização e a violência que ora ou outra ‘dá suas caras’, mostram as mudanças.
E é nessas horas que bate a saudade. “Hoje as pessoas estão muito fechadas, mas antigamente era dife-rente. Todo mundo sentava na rua para bater papo.”
A união entre vizinhos também se dava nos momentos de comemoração: “As festas juninas que aconteciam na rua tinham até fogueira. Cada um levava um prato e era tradição a reunião das famílias”, conta.
Bairro operário
Os setores mais fortes da região eram a indústria têxtil, as vidraçarias e as cristalarias. O bairro também foi um dos pontos escolhidos para abrigar as Indústrias Matarazzo, nas quais a mãe do aposentado atuava como tecelã.
Mesmo com todas as mudanças, para Santos não há lugar melhor que o Belém. Foi ali que ele escreveu as primeiras linhas de sua história e é este o lugar em que, provalvemente, colocará o seu ponto final.
Vila Formosa ganha teatro
Localizada no centro da Vila Formosa, a Biblioteca Paulo Setúbal está de cara nova. Além das mudanças na área externa e na disposição dos livros, o espaço tem mais uma novidade: o Teatro Zanoni Ferrite. Com capacidade para acomodar 210 espectadores, conta com dois camarins e acesso a portadores de deficiência e pessoas com mobilidade reduzida.
Teatro Zanoni Ferrite (dentro da Biblioteca Paulo Setúbal) - Av. Renata, 163 - Vila Formosa - F: 2211.1508
Crédito da matéria: Revista IN
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