O estudo continua...

Salas de aula em hospitais permitem que os jovens estudem
enquanto estão internados
Data: 26/07/2010
É possível levar adiante os estudos até mesmo em casos de internação ou longos períodos de tratamento. A solução são as classes hospitalares: “escolas” que funcionam dentro dos centros de saúde. Um exemplo na capital paulista é a Escola da Pediatria Scwester Heine, do Hospital do Câncer A. C. Camargo, que já existe há 22 anos.
Segundo a professora e psicopedagoga Iara de Castro Alves, que trabalha no setor de Internação do hospital há nove anos, o atendimento aos pacientes pode acontecer numa sala de aula, nos leitos, na Unidade de Terapia Intensiva ou até no Setor de Quimioterapia, se necessário.
“Quando a criança inicia o tratamento, entramos em contato com os pais e nos colocamos à disposição para vincular o filho a sua escola de origem, dando a oportunidade para que ele continue a estudar mesmo internado”, explica. A equipe também comunica-se com a escola, explicando a situação da criança e cria uma ponte entre a instituição e a classe hospitalar.
A partir daí, as duas escolas passam a se comunicar constantemente e a de origem recebe mensalmente as atividades e avaliações realizadas. “Quando a criança tem alta ou chega o final do ano letivo, enviamos um relatório com os dias em que foi atendida, juntamente com o rendimento”, destaca Iara.
Apesar da importância desse trabalho, ainda são poucos os hospitais que o contemplam em suas dependências. “É direito do paciente ter acesso a esse acompanhamento. Mas acredito que a maior dificuldade é a falta de conhecimento por parte das pessoas que precisam desse tipo de atendimento e também das autoridades competentes”, finaliza a profissional.
Crédito da matéria: Revista IN
|